Escola da Família - São Paulo
Em agosto de 2003, foi lançado, pelo Governo do Estado de São Paulo, o Programa Escola da Família, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação. Sua proposta consiste na abertura das escolas públicas estaduais nos finais de semana, transformando-as em centros comunitários, com o propósito de atrair os jovens e suas famílias para um espaço voltado à prática da cidadania, onde são desenvolvidas atividades artísticas, culturais e esportivas, colaborando, assim, para a reversão do quadro de violência que permeia a sociedade paulista.
Atualmente o Programa está presente em 5.306 escolas da Rede Estadual de Ensino, abrangendo 645 municípios do Estado, beneficiando mais de 4 milhões de jovens e suas comunidades. São 89 Diretorias Regionais de Ensino envolvidas, com a participação de 312 coordenadores de área, responsáveis pelo acompanhamento das escolas, 5.306 mil educadores profissionais e 19.828 educadores universitários, além de 5.178 educadores voluntários cadastrados no Programa.
O Programa é norteado por diretrizes que se baseiam no conceito da relevância insubstituível da escola como provedora de coesão social e aprendizagem da vida em comunidade. Sua missão é colaborar na redução dos índices de violência no entorno escolar, além de inaugurar uma nova era nas relações da escola com a população de suas cidades, ampliando a bagagem cultural e consolidando valores morais e éticos.
Na preparação para a implantação do Programa Escola da Família, foi realizado um estudo com 7 mil jovens estudantes sobre suas principais necessidades. Foram apontados temas como orientação profissional, aprendizado de informática e línguas estrangeiras, conteúdos ligados à educação sexual e prevenção ao uso de drogas, além de ter sido solicitado o estímulo à presença de pais e familiares na escola.
O Programa enseja a participação da comunidade intra e extra-escolar, o que possibilita o estabelecimento de parcerias com os diversos segmentos da sociedade civil como associações de bairro, empresas, sindicatos, cooperativas, universidades e outras instituições educacionais e organizações não-governamentais, a exemplo do Instituto Ayrton Senna. Parceira do programa desde o início, o Instituto participa com a transferência de sua metodologia de ensino à capacitação dos coordenadores regionais do Programa, fornecendo condições para tornar possível o desenvolvimento humano de jovens envolvidos no Programa.
O Escola da Família também conta com a parceria do Instituto Brasil Voluntário - Faça Parte, que vem implementando o Programa Jovem Voluntário - Escola Solidária, que, entre outros objetivos, busca fortalecer nas escolas públicas e privadas do ensino básico uma cultura de solidariedade na comunidade escolar.
Outra parceria importante do Escola da Família está na Bolsa-Universidade, um dos diferenciais do Programa, que permite a participação de jovens universitários. Por meio de convênio estabelecido entre o Governo do Estado e Instituições de Ensino Superior particulares, estão sendo concedidas bolsas universitárias que beneficiarão 25.000 estudantes universitários, egressos da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo. A Secretaria de Estado da Educação está custeando até 50% do valor da mensalidade do curso de graduação, desde que este percentual não ultrapasse o valor máximo de R$ 267,00, renovável semestralmente. Os outros 50% estão sendo completados pelas Instituições de Ensino Superior, independentemente do valor da mensalidade.
Como contrapartida, os universitários beneficiados estão atuando em atividades do Programa nas escolas, nos finais de semana, com os jovens, planejadas de acordo com as expectativas locais, compatíveis com a natureza de seu curso de graduação e/ou de acordo com as suas habilidades pessoais. São 16 horas no total, sendo 8 horas no sábado e outras 8 horas no domingo. Quase 40 mil estudantes se inscreveram para as bolsas.
As atividades do Escola da Família nos finais de semana são coordenadas por uma equipe constituída pelo Educador Profissional (que acompanha o desenvolvimento das atividades, fomentando sua integração com as demais atividades implementadas no cotidiano escolar), pelo Educador Universitário (que desenvolve ações que constam do seu projeto de trabalho, sendo acompanhado e avaliado pelo educador-profissional) e o Educador Voluntário (membros das comunidades com disponibilidade para desenvolver ações voltadas às expectativas da própria comunidade).
O Programa é desenvolvido de forma a permitir adaptações das atividades à realidade e necessidade de cada uma das escolas participantes. Realiza-se aos sábados e domingos, das 9h às 17h, obedecendo a uma grade de atividades composta em 70% por ações fixas que seguem os eixos esportes, cultura, atividades de qualificação para o trabalho e saúde.
Com o Programa Escola da Família, a escola vem se transformando em um local mais participativo e democrático, minimizando a vulnerabilidade do jovem, possibilitando a sua formação plena de cidadão e contribuindo, ao mesmo tempo, para mudar a relação escola-comunidade.
São Paulo em Síntese
População: 37.035.456 habitantes
Número de Jovens: 7.175.836
Início do Programa: 2003
N° de escolas abertas: 5.306
Média de beneficiários/mês: 7.000.000
Fontes: IBGE, 2001; UNESCO, 2003 e 2004; Escola da Família, 2004.



